Quem é João, o Ansioso?


Saudações e sejam bem-vindos ao Blog do João, o ansioso. Antes de mais nada, eu gostaria de me apresentar. Eu não sou o João. Na verdade, aqui eu não gostaria de ser ninguém. Ser anônimo.Mas por que é o Blog do João? Bom, João tem origem hebraica e significa “aquele agraciado por Deus”. Naturalmente, uso esse nome aqui de forma irônica, já que não me considero nem um pouco agraciado por Deus. Talvez um pouco em alguns aspectos, mas não o suficiente para ser digno do nome. E vocês verão, ao longo dos textos, que eu adoro uma boa ironia. Ou talvez eu seja, de fato, o João, já que é um nome tão comum, que existe aos montes no Brasil. Nunca saberemos de fato. A questão é que, aqui, não importa meu nome e sim o que eu tenho para escrever.

Sou de uma cidade média-pequena, sem relevância, fiz faculdade e mantenho um emprego comum, nada grandioso. Tenho um lado caseiro e um lado saideiro, bebo mas não fumo nem uso drogas ilícitas. Tenho vários hobbies e nenhum dom significativo. Não sou muito bom para me socializar, sou melhor ouvinte do que falante. Me considero criativo e inteligente (Viu? Em algum ponto Deus me agraciou, de fato. Ou talvez seja só impressão minha). Enfim, sou um cara comum, desses que você já pode ter cruzado pela rua.

Ansioso? Meu Deus, e como sou… Eu entendo que não deveria deixar a ansiedade me definir, que eu não sou somente a ansiedade. Porém entendo, também, que, por ela fazer parte de mim, influencia tudo o que eu faço, a todo momento. Enquanto ela não estiver sob controle, acredito que serei essa ansiedade e agirei conforme suas regras e permissões.

De qualquer forma, esse não é um blog somente sobre ansiedade. Você não vai encontrar aqui dicas e macetes que me ajudaram a vencer a ansiedade, principalmente porque eu nunca cheguei a vencê-la. Seria irônico demais, para não dizer trágico, eu tentar resgatar alguém se afogando em alto-mar, sendo que eu mesmo ainda não aprendi a nadar. Cheguei a fazer terapia, o que eu adorava, mas abandonei por questões financeiras. Também tentei medicamento, usei Escitalopram por alguns meses, mas não vi resultados significativos. Vale dizer que não foi um psiquiatra que me receitou esse medicamento e talvez seja por isso que eu não tenha sentido efeitos. Um medicamento diferente poderia ser mais indicado pra mim. Abandonei esse tratamento também.

Mas, João, se esse não é um blog sobre ansiedade, é sobre o que? Sobre mim, claro! Sobre a minha vida e as diversas situações do meu dia. É claro que, sendo um cara que anda lado a lado com a ansiedade, ela sempre estará presente nos meus textos. Mas não somente ela. Ocasionalmente teremos a visita de outros colegas, como o TDAH, a baixa auto-estima, a falta de confiança, depressão e a fobia social. E talvez, no processo, eu descubra outros colegas que eu desconhecia. Mas o foco, pela primeira vez na minha vida, será em mim. Sem terapia, sem medicação, sem alguém para desabafar, eu senti que precisava de um escape emocional para tudo o que se passa na minha vida. Um saco para dar socos e chutes. Uns pratos para jogar contra a parede.

Minha antiga psicóloga disse que escrever pode ser terapêutico, e isso coincidiu com o fato de ser um dos meus hobbies. Gosto muito de escrever e acredito que escrevo bem. Em adição a isso, não tenho nenhuma pretensão de ficar famoso na internet, tampouco lucrar com esse blog (mas seria legal, né? haha). Talvez ninguém chegue a ler o que escrevo aqui, porém, se essas palavras tocarem o coração de alguém que se identifique comigo ou com as situações que conto, ficarei muito feliz em fazer com que você não se sinta sozinho. Mostrar que tem mais gente passando pelo que você passa. Se eu conseguir ajudar alguém de alguma forma, tudo isso já terá valido à pena.

Enfim, caso apareça alguém por aqui, sinta-se à vontade para deixar seu comentário, diga que se identificou, diga o que achou da minha atitude nas situações que eu devo contar, diga o que eu poderia ter feito ou não ter feito, diga se passou por algo semelhante e conte sua história. Nossa vida já é difícil demais para ser vivida sozinha.

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